Categoria: Destaque

  • Norte-americano se torna o 1º a receber braço biônico ligado a nervos

    Norte-americano se torna o 1º a receber braço biônico ligado a nervos

    Norte-americano se torna o 1º a receber braço biônico ligado a nervos

    Norte-americano se torna o 1º a receber braço biônico ligado a nervos

    O homem norte-americano, que não teve a identidade revelada, perdeu o braço esquerdo acima do cotovelo em um acidente ocorrido em 2016

    Tecnologia inovadora: um homem norte-americano tornou-se o primeiro a receber um braço biônico e-OPRA, conectado a nervos, ossos e músculos;

    Procedimento realizado: a cirurgia de osseointegração, feita em julho, fixou titânio no osso e posicionou eletrodos para permitir controle da prótese e sensações táticas;

    Estudo clínico: a pesquisa, conduzida por instituições nos Estados Unidos e Suécia, envolve oito participantes e tem conclusão prevista para 2030.

    Um homem norte-americano com um membro amputado se tornou o primeiro a receber um braço biônico conectado aos nervos, ossos e músculos. Ele é um dos participantes de um novo estudo clínico que desenvolveu a tecnologia e-OPRA — uma prótese capaz de ser controlada por sinais do próprio corpo do usuário.

    Além disso, a e-OPRA permite que o paciente sinta sensações no membro amputado em tempo real. A pesquisa é uma parceria entre o hospital Shirley Ryan AbilityLab, a Northwestern Medicine e a Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, além da empresa Integrum, da Suécia.

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    O paciente, que não teve a identidade revelada, perdeu o braço esquerdo acima do cotovelo em um acidente em 2016. Dez anos depois, ele se tornou o primeiro participante do estudo de implante por osseointegração — técnica na qual ocorre a união direta entre o osso remanescente e a superfície de um implante de titânio. Além dele, outras sete pessoas participam da pesquisa.

    A cirurgia para o implante do braço biônico foi realizada em meados de julho. Na operação, os médicos fixaram uma estrutura de titânio no osso remanescente do membro e posicionaram eletrodos nos músculos e ao redor dos nervos.

  • Crise climática provavelmente causou inundações no Nepal, diz estudo

    Crise climática provavelmente causou inundações no Nepal, diz estudo

    Crise climática provavelmente causou inundações no Nepal, diz estudo

    Crise climática provavelmente causou inundações no Nepal, diz estudo

    Pesquisadores identificaram condições climáticas excepcionalmente quentes antes do colapso da geleira que deixou 1400 mortos

    Causas do desastre: estudo aponta que mudanças climáticas provavelmente enfraqueceram a geleira que desabou no Nepal e no Tibete;

    Impacto humano: o desastre deixou mais de 1400 mortos e mais de 6 mil pessoas desaparecidas;

    Fatores contribuintes: pesquisas indicam influência do aquecimento global, além de fatores geológicos pré-existentes e o impacto do terremoto de Gorkha, ocorrido em 2015.

    As mudanças climáticas provavelmente enfraqueceram a geleira que desabou e causou a inundação mortal no Nepal e no Tibete no mês passado. A conclusão é do primeiro estudo científico sobre o desastre. Mais de 1400 pessoas morream como consequência do desastre. Mais de 6 mil pessoas permanecem desaparecidas.

    Os pesquisadores identificaram condições climáticas excepcionalmente quentes antes do colapso da geleira. A inudanção foi causada pelo colpaso de 2 quilômetros quadrados de parede rochosa e gelo glacial.

    Segundo o estudo, à medida que o gelo, as rochas e os detritos se moviam rapidamente montanha abaixo, o atrito e a energia mecânica provavelmente causaram o derretimento de parte do gelo glacial, produzindo grandes quantidades de água de degelo. A enchente percorreu 200 km em menos de sete horas.

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    Estudo documenta luto de baleia-jubarte após dar à luz filhote morto

    Estudo documenta luto de baleia-jubarte após dar à luz filhote morto

    Estudo documenta luto de baleia-jubarte após dar à luz filhote morto

    Segundo os cientistas, registros de manifestações de sentimento pós-morte não são comuns em cetáceos de barbatanas, como as baleias-jubarte

    Estudo científico: pesquisadores documentaram uma baleia-jubarte fêmea demonstrando sinais de luto pelo filhote morto;

    Registro na Austrália: o comportamento foi observado em 2025, quando a mãe permaneceu ao lado do filhote por horas ou dias;

    Publicação acadêmica: os resultados, divulgados na revista Discover Animals em 16 de setembro, ampliam o conhecimento sobre as capacidades cognitivas e emocionais desses animais.

    Pesquisadores internacionais documentaram uma baleia-jubarte fêmea (Megaptera novaeangliae) demonstrando tristeza pela morte de seu filhote. Segundo os cientistas, manifestações de sentimento pós-morte já eram algo conhecido e predominante em baleias dentadas e delfinídeos. No entanto, em baleias de barbatanas, como as jubartes, o comportamento ainda é pouco conhecido.

    No registro captado em 2025 na costa leste da Austrália, o animal foi visto após dar à luz um filhote aparentemente natimorto. Mesmo assim, a mãe ficou ao lado dele por várias horas e possivelmente até dias. Os resultados da pesquisa foram publicados na revista Discover Animals nesta quarta-feira (16/9).

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  • Armas dos EUA em órbita: confirmação eleva tensão na corrida espacial

    Armas dos EUA em órbita: confirmação eleva tensão na corrida espacial

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    Armas dos EUA em órbita: confirmação eleva tensão na corrida espacial

    Em comunicado, o secretário da Força Aérea dos Estados Unidos, Troy Meink, afirmou que o país norte-americano tem armas ativas no espaço

    Confirmação oficial: o secretário da Força Aérea dos Estados Unidos, Troy Meink, confirmou em 14 de setembro que o país implantou armas no espaço;

    Capacidades das armas: segundo a Força Espacial dos Estados Unidos, os instrumentos possuem meios cinéticos e não cinéticos para fins ofensivos e defensivos;

    Reações internacionais: a China alega que os Estados Unidos preparam uma guerra espacial, enquanto a Rússia defende a desmilitarização.

    Nesta segunda-feira (14/9), o secretário da Força Aérea dos Estados Unidos, Troy Meink, confirmou, pela primeira vez, que os Estados Unidos implantaram armas no espaço. O anúncio, realizado durante uma conferência militar, eleva a tensão do país norte-americano com a Rússia e a China na corrida espacial.

    Ainda segundo Meink, as armas norte-americanas estão ativas, sem dar mais detalhes de como elas seriam. Por outro lado, uma nota divulgada pela Força Espacial dos Estados Unidos afirmou que o controle do espaço poderia se referir ao emprego de meios cinéticos e não cinéticos para afetar as capacidades do adversário. Além disso, esses instrumentos poderiam ser usados para fins ofensivos e defensivos.

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  • Vazamento de TNT em naufrágio de 1917 na Europa preocupa cientistas

    Vazamento de TNT em naufrágio de 1917 na Europa preocupa cientistas

    Vazamento de TNT em naufrágio de 1917 na Europa preocupa cientistas

    Vazamento de TNT em naufrágio de 1917 na Europa preocupa cientistas

    Informações da época dão conta de que o submarino alemão, além da tripulação de 27 pessoas, levava consigo 18 minas e seis torpedos

    Naufrágio alemão: o submarino UC-30 naufragou na costa da Dinamarca em abril de 1917 com 18 minas e seis torpedos;

    Vazamento de TNT: pesquisadores do projeto NorthSeaWrecks detectaram vestígios de TNT na água, em sedimentos e em animais marinhos ao redor da embarcação;

    Medidas de contenção: especialistas avaliam o uso de robôs submarinos para monitorar e localizar os destroços, buscando soluções para mitigar o impacto ambiental da deterioração dos explosivos.

    Quando naufragou em abril de 1917 próximo à costa da Dinamarca, nunca se imaginou que o acidente ocorrido com o submarino alemão UC-30 iria causar consequências até os dias atuais. Ao analisar amostras de água, do fundo do mar e de animais em volta, cientistas descobriram que a embarcação ainda está vazando TNT no Mar do Norte, local onde ocorreu o fato.

    A afirmação é feita devido à presença de vestígios de TNT nas amostras analisadas. Os restos do naufrágio foram localizados somente em 2016 e mais recentemente a região virou alvo do NorthSeaWrecks, um projeto de pesquisa europeu que avalia os impactos ambientais causados por acidentes com embarcações no Mar do Norte.

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    Por meio da ajuda de mergulhadores da Marinha da Dinamarca, foram coletadas amostras da água, dos sedimentos e dos animais marinhos em diferentes pontos do local exato do naufrágio. Também foram capturadas imagens da área.

    Informações da época dão conta de que o submarino, além da tripulação de 27 pessoas, levava consigo 18 minas e seis torpedos. Segundo os resultados, o material presente na embarcação já se alastrou ao ambiente ao redor, apesar de os pesquisadores ainda não terem a compreensão exata da extensão.

  • Manter a casa limpa ajuda a controlar insetos e animais peçonhentos

    Manter a casa limpa ajuda a controlar insetos e animais peçonhentos

    Manter a casa limpa ajuda a controlar insetos e animais peçonhentos

    Manter a casa limpa ajuda a controlar insetos e animais peçonhentos

    Casas e apartamentos oferecem abrigo, água e alimento para insetos e peçonhentos. Cuidados simples e higiene evitam infestações

    Presença de pragas: casas oferecem abrigo, água e alimento para insetos e animais peçonhentos, o que pode representar riscos à saúde;

    Sinal de alerta: segundo o biólogo Yuri Gagarin, o aumento da população de baratas serve como um aviso da possível presença de animais mais perigosos, como escorpiões;

    Medidas de controle: especialistas recomendam higiene constante, eliminação de entulhos e vedação de ralos e portas para evitar pragas sem o uso de produtos químicos.

    Casas e apartamentos representam, para muitas espécies de pequenos animais e insetos, o ambiente ideal para a sobrevivência. Estar em um local com abrigo, água e restos de alimentos transforma o espaço em um refúgio seguro contra predadores naturais. Mas, para quem vive ali, a presença dessas pragas urbanas gera incômodo e pode trazer riscos à saúde, tanto dos moradores quanto dos animais de estimação.

    Entre os tipos mais frequentes no dia a dia, estão baratas, formigas, moscas e mosquitos, insetos bem comuns em boa parte dos domicílios. Porém, podem aparecer também animais peçonhentos, como aranhas, lacraias e escorpiões.

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    O biólogo Yuri Gagarin, professor do Sigma, esclarece que a presença indesejada desses insetos comuns se dá desde as questões higiênico-sanitárias até a facilidade de oferta de alimentos. “Quaisquer animais estão sempre à procura de ambientes que ofereçam a eles condições favoráveis de alimentação, reprodução e abrigo. Nossos lares certamente mostram-se locais que oferecem tudo isso”, relata.

  • Entrou um sapo em casa? Retirada do animal pode proteger humanos e pets

    Entrou um sapo em casa? Retirada do animal pode proteger humanos e pets

    Entrou um sapo em casa? Retirada do animal pode proteger humanos e pets

    Entrou um sapo em casa? Retirada do animal pode proteger humanos e pets

    Anfíbios entram nas casas procurando abrigo e alimento. Sapos não injetam toxinas, não fazem mal à saúde e devem ser retirados em segurança

    Motivo do aparecimento: anfíbios como sapos e rãs buscam umidade, abrigo e alimento em residências, sendo atraídos principalmente pela iluminação artificial que atrai insetos;

    Riscos a animais: o maior perigo ocorre quando cães ou gatos mordem anfíbios de grande porte, como o sapo-cururu, podendo causar salivação intensa e sintomas neurológicos devido ao contato com toxinas das glândulas parotoides;

    Recomendações: especialistas indicam evitar a manipulação direta, vedar frestas e ralos, e realizar a remoção dos animais com o uso de luvas ou baldes para devolvê-los à natureza.

    Com a aproximação do período chuvoso e do aumento das temperaturas, o surgimento de sapos, rãs e pererecas em ambientes residenciais torna-se mais frequente. Atraídos pela umidade, abrigo e, principalmente, alimento, os anfíbios se aproximam dos humanos e podem entrar em casas e quintais.

    Embora o encontro possa causar estranhamento, especialistas reforçam que o aparecimento desses animais não configura uma emergência e que o manejo correto é simples.

    O fenômeno ocorre de forma mais intensa entre os meses de outubro e março, época que coincide com a estação reprodutiva dos anfíbios. No entanto, as variações climáticas podem alterar esse calendário, os fazendo aparecer fora das épocas previstas.

    “Este ano, com a irregularidade das chuvas e o calor acima da média, é possível que esse encontro seja antecipado. Chuvas isoladas formam poças temporárias e elevam a umidade do solo, o que tira os animais da estivação, que é o período de dormência que fazem na seca, mais cedo”, explica o biólogo Feliphe Novais, professor de biologia do Colégio Sigma, em Brasília.

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    A luz elétrica das residências desempenha um papel central nesse processo. A iluminação transforma varandas e quintais em um ponto de caça fácil para os anfíbios. “A casa acaba funcionando como uma armadilha ecológica: a luz atrai o inseto, que atrai o sapo”, aponta Novais.

  • IA poderá substituir uma parte significativa do trabalho dos matemáticos

    IA poderá substituir uma parte significativa do trabalho dos matemáticos

    IA poderá substituir uma parte significativa do trabalho dos matemáticos

    IA poderá substituir uma parte significativa do trabalho dos matemáticos

    Recentemente, a OpenAI, empresa responsável pelo ChatGPT, afirmou que conseguiu solucionar um dos enigmas matemáticos mais complicados

    Anúncio da OpenAI: a empresa afirmou ter resolvido a equação de Navier-Stokes, um dos “Problemas do Milênio”;

    Validação científica: o Clay Mathematics Institute ainda não confirmou se a resolução apresentada pela inteligência artificial está correta;

    Impacto na matemática: especialistas apontam que a tecnologia auxilia no processo, mas ressaltam riscos de desincentivo à pesquisa aprofundada e necessidade de revisão humana.

    O avanço da inteligência artificial (IA) tem gerado repercussões em diversas áreas, e na matemática não é diferente. Recentemente, a OpenAI, empresa responsável pelo desenvolvimento do ChatGPT, afirmou que obteve a resolução de um dos “Problemas do Milênio”, um conjunto de enigmas complexos criados para desafiar os profissionais dos números.

    Segundo a empresa, o problema solucionado foi a equação de Navier-Stokes, a qual questiona se o movimento de um fluido tridimensional pode sofrer uma ruptura. Apesar do alarde, o Clay Mathematics Institute, fundação que criou os enigmas, ainda não confirmou se a proposição da máquina está correta.

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    “Mesmo que esse resultado ainda precise ser analisado e validado pela comunidade científica, ele mostra uma mudança importante: a IA deixa de ocupar apenas o papel de tutora, auxiliando na resolução de problemas já conhecidos, e começa a participar mais ativamente do próprio processo de criação de novas teorias”, destaca o físico atômico e molecular Caio Costa, professor da Universidade Católica de Brasília (UCB).

    Na avaliação de especialistas, a IA já é uma realidade no mundo matemático. Apesar de atualmente funcionar mais como uma ferramenta de apoio aos profissionais, futuramente ela poderá substituir uma boa parte do trabalho desenvolvido por humanos na área.

  • Pheromone-maxxing: presença de feromônio em humano ainda não foi comprovada

    Pheromone-maxxing: presença de feromônio em humano ainda não foi comprovada

    Pheromone-maxxing: presença de feromônio em humano ainda não foi comprovada

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    Uma tendência recentemente viralizada no TikTok dizia que sair sem tomar banho e utilizar perfume poderia ativar feromônios em humanos

    Tendência viral: homens no TikTok disseminaram a prática de evitar higiene pessoal sob a premissa de aumentar a atração via feromônios;

    Ausência de evidências: não há comprovação científica de que humanos produzam ou respondam a feromônios sexuais como animais;

    Posição de especialistas: entrevistados pelo Metrópoles afirmam que produtos com feromônios não possuem validação que garanta o aumento da atração sexual.

    Recentemente, viralizou no TikTok uma tendência entre homens chamada “pheromone-maxxing”. A ideia difundida por ela é a de que sair sem tomar banho, sem passar perfume e desodorante poderia estimular a produção de feromônios masculinos e elevar as chances de atrair parceiras durante encontros amorosos. Mas a pergunta que fica é: humanos têm feromônios?”

    Até o momento, não há evidências científicas suficientes capazes de comprovar que seres humanos produzam ou respondam a feromônios sexuais de forma semelhante ao que acontece com animais.

    “Nós sabemos que alguns odores corporais podem de alguma maneira influenciar as nossas respostas, mas isso por si só não comprova a ação de feromônios. Seria importante identificar uma substância e demonstrar o efeito dela de uma maneira mais consistente”, afirma o neurocientista Leandro Freitas Oliveira, professor da Universidade Católica de Brasília (UCB).

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  • Gerações no mesmo mar: os mistérios da rota de parto dos mamíferos marinhos

    Gerações no mesmo mar: os mistérios da rota de parto dos mamíferos marinhos

    Gerações no mesmo mar: os mistérios da rota de parto dos mamíferos marinhos

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    Com um "GPS biológico" e lições passadas de geração em geração, animais viajam milhares de quilômetros para retornar aos berçários de origem

    Filopatria reprodutiva: animais marinhos, como baleias e focas, retornam aos locais de nascimento para procriar por segurança e previsibilidade;

    Navegação biológica: a espécie utiliza campos magnéticos, memória e aprendizado para localizar áreas historicamente adequadas ao ciclo de vida;

    Ameaças ambientais: mudanças climáticas e ação humana podem tornar essas áreas inóspitas, causando falhas reprodutivas graves e abandono de filhotes.

    Todos os anos, baleias, focas, leões-marinhos e elefantes-marinhos empreendem jornadas monumentais pelos oceanos para cumprir o mesmo ritual: retornar exatamente às praias, baías ou placas de gelo onde nasceram para dar à luz a uma nova geração.

    Esse comportamento de regressar ao local de origem é conhecido pela ciência como filopatria reprodutiva ou fidelidade ao local, e revela uma estratégia evolutiva de sucesso milenar que, hoje, enfrenta novos perigos.

    A decisão de atravessar oceanos em direção a um ponto fixo não é aleatória. Segundo o biólogo Luís Felipe Tuon, professor do Colégio Oficina do Estudante, em Campinas, a previsibilidade do ambiente é a grande vantagem evolutiva dessa estratégia.

    “É por segurança e previsibilidade. O local que já deu certo uma vez tem chance alta de dar certo de novo. Evita o custo enorme de ficar explorando novas praias e áreas de gelo desconhecidas”, explica.

    A bióloga Carol Braga, professora do Foco Medicina Vestibular, no Rio de Janeiro, ressalta que a escolha favoreceu a sobrevivência ao longo de gerações. Quando um animal encontra uma área segura para acasalar, dar à luz ou cuidar dos filhotes, voltar para um ambiente conhecido pode ser muito vantajoso.

    “Se aquele ambiente historicamente oferece abrigo, condições adequadas para os filhotes e boas chances de reprodução, voltar reduz a necessidade de procurar um novo local a cada ciclo reprodutivo”, aponta.

    De acordo com Tuon, trata-se de um sistema de navegação multifacetado, um “GPS Biológico”. Os animais têm noção do campo magnético da Terra por causa da magnetita no cérebro, conseguindo ler a assinatura magnética de uma praia ou de uma baía. Além disso, conhecem o cheiro da colônia, o perfil da costa, a acústica submarina e as correntes marinhas.

    A capacidade de retornar ao local correto envolve uma combinação equilibrada entre genética e comportamento aprendido. “Existe uma base genética forte, o filhote já nasce com a tendência de imprimir o campo magnético do local onde nasceu, mas a rota exata é reforçada pelo aprendizado. É um comportamento com componente inato mais experiência”, afirma o biólogo.

    Em espécies de cetáceos, como baleias e golfinhos, a transmissão cultural é direta: a mãe guia o filhote na primeira migração e, em uma transmissão cultural vertical, ele memoriza a rota.

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