Entrou um sapo em casa? Retirada do animal pode proteger humanos e pets

Entrou um sapo em casa? Retirada do animal pode proteger humanos e pets

Entrou um sapo em casa? Retirada do animal pode proteger humanos e pets

Anfíbios entram nas casas procurando abrigo e alimento. Sapos não injetam toxinas, não fazem mal à saúde e devem ser retirados em segurança

Motivo do aparecimento: anfíbios como sapos e rãs buscam umidade, abrigo e alimento em residências, sendo atraídos principalmente pela iluminação artificial que atrai insetos;

Riscos a animais: o maior perigo ocorre quando cães ou gatos mordem anfíbios de grande porte, como o sapo-cururu, podendo causar salivação intensa e sintomas neurológicos devido ao contato com toxinas das glândulas parotoides;

Recomendações: especialistas indicam evitar a manipulação direta, vedar frestas e ralos, e realizar a remoção dos animais com o uso de luvas ou baldes para devolvê-los à natureza.

Com a aproximação do período chuvoso e do aumento das temperaturas, o surgimento de sapos, rãs e pererecas em ambientes residenciais torna-se mais frequente. Atraídos pela umidade, abrigo e, principalmente, alimento, os anfíbios se aproximam dos humanos e podem entrar em casas e quintais.

Embora o encontro possa causar estranhamento, especialistas reforçam que o aparecimento desses animais não configura uma emergência e que o manejo correto é simples.

O fenômeno ocorre de forma mais intensa entre os meses de outubro e março, época que coincide com a estação reprodutiva dos anfíbios. No entanto, as variações climáticas podem alterar esse calendário, os fazendo aparecer fora das épocas previstas.

“Este ano, com a irregularidade das chuvas e o calor acima da média, é possível que esse encontro seja antecipado. Chuvas isoladas formam poças temporárias e elevam a umidade do solo, o que tira os animais da estivação, que é o período de dormência que fazem na seca, mais cedo”, explica o biólogo Feliphe Novais, professor de biologia do Colégio Sigma, em Brasília.

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A luz elétrica das residências desempenha um papel central nesse processo. A iluminação transforma varandas e quintais em um ponto de caça fácil para os anfíbios. “A casa acaba funcionando como uma armadilha ecológica: a luz atrai o inseto, que atrai o sapo”, aponta Novais.

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