Categoria: Destaque

  • Primeiras chuvas podem tirar aderência e tornar o asfalto mais perigoso

    Primeiras chuvas podem tirar aderência e tornar o asfalto mais perigoso

    Primeiras chuvas podem tirar aderência e tornar o asfalto mais perigoso

    Primeiras chuvas podem tirar aderência e tornar o asfalto mais perigoso

    Resíduos acumulados no asfalto durante a estiagem, quando misturados com água, formam uma película que tira o atrito entre pneu e chão

    Perigo no asfalto: as primeiras chuvas após períodos de seca podem tornar pistas mais escorregadias devido ao acúmulo de resíduos como óleo e poeira;

    Causa do fenômeno: substâncias que não se misturam à água criam uma película na superfície, reduzindo o atrito e a aderência dos pneus;

    Medidas de segurança: especialistas recomendam reduzir a velocidade, aumentar a distância entre veículos e evitar frenagens bruscas para prevenir acidentes.

    Depois de semanas sem chuva, as primeiras pancadas podem transformar as ruas e rodovias em um terreno mais perigoso para os motoristas. O asfalto, que parece seco e seguro durante a estiagem, pode perder aderência quando entra em contato com a água, causando acidentes.

    O fenômeno ocorre principalmente porque, durante o período sem chuva, resíduos se acumulam na superfície da pista e, ao serem misturados à água, formam uma camada que dificulta o contato entre o pneu e o pavimento.

    Segundo o químico Kaiki Chaves, professor de Química do Colégio Oficina do Estudante, em Campinas (SP), entre os materiais acumulados estão substâncias hidrofóbicas, que não se misturam com a água. Óleos e outros resíduos podem permanecer na parte superior da lâmina d’água.

    “Quando chove, a água, por não se misturar com essas substâncias, acaba fazendo com que elas fiquem na parte superior. É como o efeito água e óleo: o óleo fica em cima por ser menos denso, o que deixa o asfalto mais escorregadio e faz o asfalto e o pneu perderem atrito e aderência”, explica Kaiki.

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  • Estação seca: temperatura aumentou 3 °C em área preservada da Amazônia

    Estação seca: temperatura aumentou 3 °C em área preservada da Amazônia

    Estação seca: temperatura aumentou 3 °C em área preservada da Amazônia

    Estação seca: temperatura aumentou 3 °C em área preservada da Amazônia

    A descoberta vem de um estudo que envolveu 53 cientistas. A pesquisa revelou também que o clima da Amazônia apresenta mudanças heterogêneas

    Aumento de temperatura: área do centro-norte da Amazônia registrou elevação de ao menos 3,2 ºC nas temperaturas máximas da estação seca desde 1981;

    Ritmo de aquecimento: o estudo aponta alta de, no mínimo, 0,75 ºC por década na região, ritmo superior à média anual da floresta;

    Causas do fenômeno: o aumento térmico é atribuído tanto à perda florestal quanto a alterações climáticas globais, segundo a pesquisa publicada em 10 de setembro.

    Uma área vasta do centro-norte da Amazônia registrou um aumento de ao menos 3,2 ºC nas temperaturas máximas da estação seca desde 1981. É o que encontrou um novo estudo realizado por 53 cientistas internacionais e nacionais. Os resultados foram publicados na revista Communications Earth & Environment nessa quinta-feira (10/9).

    A preocupação com a descoberta se dá justamente pela região ser uma das áreas de floresta mais distantes do arco do desmatamento. Ainda segundo a pesquisa, a área do centro-norte, que tem mais de 700 mil quilômetros quadrados, teve uma elevação na temperatura de, no mínimo, 0,75 °C por década – um ritmo superior ao aumento de 0,2 ºC por década visto na temperatura média anual da Amazônia.

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    Outro achado importante foi a percepção de que o clima na floresta amazônica apresenta mudanças heterogêneas. Isso porque, enquanto o sul tem um aquecimento médio acelerado, o centro-norte tem temperaturas extremas e déficit hídrico avançando com mais rapidez.

  • Concreto com fezes humanas se mostra 42% mais resistente que o convencional

    Concreto com fezes humanas se mostra 42% mais resistente que o convencional

    Concreto com fezes humanas se mostra 42% mais resistente que o convencional

    Concreto com fezes humanas se mostra 42% mais resistente que o convencional

    Além de diminuir as emissões de carbono, o concreto com fezes ajudaria a dar um destino às toneladas de excrementos produzidas por nós

    Estudo científico: pesquisadores da Universidade Manipal de Jaipur, na Índia, desenvolveram concreto usando biochar produzido a partir de lama fecal humana;

    Resultados obtidos: testes publicados em 5 de setembro indicaram que o concreto com 10% de material fecal apresentou 42% mais resistência à flexão;

    Necessidade de pesquisas: cientistas avaliam que são necessários mais estudos para verificar a resistência do material em condições como salinidade e temperaturas extremas.

    A produção do cimento, um dos componentes básicos para formar o concreto, é uma das principais fontes de emissão de dióxido de carbono mundialmente. Mas, segundo um novo estudo, há uma forma de corrigir o problema: fezes humanas.

    Ao testar a ideia, os pesquisadores descobriram que um concreto produzido com biochar a partir da lama fecal humana – um tipo de biocarvão feito do aquecimento de restos orgânicos – se mostrou 42% mais resistente à flexão do que o concreto tradicional.

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  • Especialistas alertam para risco de alimentar IA com informações pessoais

    Especialistas alertam para risco de alimentar IA com informações pessoais

    Especialistas alertam para risco de alimentar IA com informações pessoais

    Especialistas alertam para risco de alimentar IA com informações pessoais

    A inteligência artificial (IA) é uma ferramenta de tecnologia usada no dia a dia de milhares de pessoas para ajudar a automatizar processos, esclarecer dúvidas e produzir conteúdos. Para que ela tenha um bom desempenho, geralmente os usuários precisam abastecê-la com diversas informações e comandos, os famosos prompts. Porém, em busca de uma resposta mais precisa, as pessoas podem acabar revelando demais sobre a própria vida.

    Segundo especialistas, nem sempre é problemático revelar demais — mas depende da ferramenta. Muitas delas fazem backups, mas outras podem não armazenar de fato todos os conteúdos para economizar espaço. O maior risco é, na verdade, o tipo de dado e informação pessoal disponibilizado.Informações sensíveis estão expostas ao risco de vazamento.

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    Ciência Novas tecnologias conseguem decompor substâncias químicas “eternas”

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    Ciência Arquivos históricos e tecnologia ajudam a localizar naufrágios

    O professor Laerte Peotta de Melo, do Departamento de Engenharia Elétrica da Universidade de Brasília (UnB), alerta que o fornecimento de dados como senhas, códigos de autenticação, CPF, RG, dados bancários, exames médicos e documentos corporativos permite à ferramenta criar um perfil minucioso que pode não estar protegido.

    “Ao longo do tempo, o acúmulo de detalhes do dia a dia — como profissão, hábitos, localização, rotina familiar e condição financeira — permite a correlação dessas informações, criando um perfil detalhado sobre o indivíduo”, reforça.

    Pedro A. Galvão Junior, professor da Faculdade de Tecnologia (Fatec) São Roque, em São Paulo, confirma que superabastecer as ferramentas faz com que elas criem um perfil da pessoa que as usa cotidianamente. Um dos sinais de que isso acontece é que, às vezes, nem é necessário que o usuário pense para escrever um prompt. A ferramenta já entrega uma série de informações de antemão.

    “Uso essas ferramentas todos os dias. Tenho observado que elas já entendem minha forma de trabalhar com código e têm domínio sobre minhas ações”, relata.

    Outro problema é que plataformas muito genéricas, que respondem sobre tudo, geralmente usam os dados inseridos pelos usuários para ensinar o algoritmo a responder melhor. Falhas de segurança podem acabar fazendo com que a IA use as suas informações para responder perguntas de outras pessoas.

  • Megaterremoto em 2025 pode ter despertado vulcão inativo há 500 anos

    Megaterremoto em 2025 pode ter despertado vulcão inativo há 500 anos

    Megaterremoto em 2025 pode ter despertado vulcão inativo há 500 anos

    Megaterremoto em 2025 pode ter despertado vulcão inativo há 500 anos

    Após tremor de magnitude 8,8 na Rússia, vulcão sem atividade por séculos voltou a emitir fumaça e levou cientistas a investigar ligação

    Erupção vulcânica: um vulcão inativo há cerca de 475 anos entrou em erupção após um terremoto de magnitude 8,8 na península de Kamchatka, na Rússia, em julho de 2025;

    Estudo acadêmico: pesquisadores da Universidade de Exeter sugerem que a vibração do tremor pode ter aumentado a pressão interna do magma no vulcão Krasheninnikov;

    Status da pesquisa: o trabalho foi divulgado na plataforma EarthArXiv e ainda não passou por revisão por pares.

    Um terremoto de magnitude 8,8 registrado em julho de 2025 na península de Kamchatka, na Rússia, pode ter desencadeado a erupção de um vulcão que estava inativo há quase cinco séculos. A relação entre os eventos foi analisada por pesquisadores liderados pela Universidade de Exeter, no Reino Unido.

    O vulcão Krasheninnikov não apresentava sinais recentes de atividade, mas começou a liberar uma grande coluna de fumaça poucos dias após o tremor.

    Kamchatka é uma das regiões com maior concentração de vulcões no mundo. Ainda assim, a reativação do Krasheninnikov chamou atenção porque ele não entrava em erupção há cerca de 475 anos.

    Antes do terremoto, não havia indícios claros de movimentação de magma. Dados de satélite mostravam que o solo na região estava até afundando lentamente, e não havia emissão detectável de gases vulcânicos.

    A situação mudou após o tremor. Dois dias depois, uma sequência de pequenos terremotos atingiu a área ao redor do vulcão. Imagens de satélite indicaram que o magma começou a abrir caminho na crosta terrestre.

    Os pesquisadores estimam que cerca de 32 milhões de metros cúbicos de magma subiram a partir de um reservatório a aproximadamente seis quilômetros de profundidade.

    Apesar da força do terremoto, as mudanças diretas na pressão sobre o reservatório de magma foram pequenas, o que indica que o tremor, por si só, não teria sido suficiente para provocar a erupção de forma imediata.

    A explicação proposta envolve o comportamento do magma ao longo do tempo. Segundo o estudo, o material no interior do vulcão era rico em gases acumulados durante séculos.

    A vibração prolongada do terremoto pode ter favorecido a formação e o crescimento de bolhas nesse magma. Com o aumento da pressão interna, o sistema se tornou instável, até que o material conseguiu subir e provocar a erupção.

    Mundo Turistas quase são atingidos por “bolas de fogo” durante erupção de vulcão

  • Degelo de montanhas é principal fator de risco em tragédias como a do Nepal

    Degelo de montanhas é principal fator de risco em tragédias como a do Nepal

    Degelo de montanhas é principal fator de risco em tragédias como a do Nepal

    Degelo de montanhas é principal fator de risco em tragédias como a do Nepal

    O avanço do aquecimento global acelera o degelo em montanhas e eleva o risco de tragédias como a do Nepal

    Avalanche no Himalaia: o desastre, causado por colapso glacial, deixou mais de mil mortos e milhares de desaparecidos na região de fronteira entre o Nepal e o Tibete;

    Riscos globais: especialistas apontam que o aquecimento global desestabiliza geleiras, podendo causar eventos semelhantes nos Andes, Alpes e Leste da África;

    Monitoramento necessário: pesquisadores defendem a criação de sistemas de alerta e mapeamento de riscos para prevenir tragédias futuras.

    Na última semana de agosto uma avalanche devastadora atingiu o Himalaia, na região de fronteira entre o Nepal e o Tibete. Provocado por tremores relacionados a um “colapso glacial”, o desastre deixou mais de mil mortos e milhares de desaparecidos.

    De acordo com especialitas, o ocorrido acende um alerta para o risco de tragédias semelhantes em outras regiões do planeta, especialmente diante do agravamento da crise climática.

    O professor e pesquisador Saulo Rodrigues Filho, da Universidade de Brasília (UnB) e da Rede Clima, diz que a tragédia do Himalaia pode se repetir. “Temos estudos que mostram o risco de esse tipo de evento ocorrer também nos Alpes europeus e nos Andes, na América do Sul”.

    Ele relata que, com a elevação das temperaturas médias da Terra (já próximas de 1,5 °C) e dos oceanos, áreas permanentemente congeladas, chamadas de permafrost, tornaram-se instáveis e soltas.

    Rodrigues acrescenta que o aumento das temperaturas globais, impulsionado por fenômenos como o El Niño — com projeções de recordes de calor observados em 2024 e previstos até 2027 —, acelera ainda mais o derretimento do gelo.

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  • Tempestade rara de neve encobre faixa abrangente do Deserto do Atacama

    Tempestade rara de neve encobre faixa abrangente do Deserto do Atacama

    Tempestade rara de neve encobre faixa abrangente do Deserto do Atacama

    Tempestade rara de neve encobre faixa abrangente do Deserto do Atacama

    Não é a primeira vez que o Deserto do Atacama registra quedas de neve. Eventos semelhantes ocorreram no ano passado e em 2011

    Imagens de satélite: registros da Nasa de 6, 14 e 19 de agosto mostram a cobertura de neve no Deserto do Atacama após tempestades de inverno;

    Impacto operacional: as tempestades provocaram a suspensão das atividades do radiotelescópio ALMA e de outros observatórios astronômicos;

    Causa do fenômeno: segundo René Garreaud, da Universidade do Chile, a precipitação resultou da interação de uma baixa isolada com umidade costeira.

    Imagens (em destaque) feitas por satélites da Nasa em 6 e 14 de agosto mostram o antes e depois do Deserto do Atacama, uma região tipicamente árida, ser atingido por uma tempestade de inverno – o local sofreu com duas delas consecutivas.

    As fotografias divulgadas no fim do mês mostram detalhes do planalto de Chajnantor, onde está o radiotelescópio Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA), um dos mais poderosos do mundo.

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  • Céu de setembro terá Vênus em posição especial e constelações de verão

    Céu de setembro terá Vênus em posição especial e constelações de verão

    Céu de setembro terá Vênus em posição especial e constelações de verão

    Céu de setembro terá Vênus em posição especial e constelações de verão

    Inverno vai chegando ao fim e constelações mais presentes no verão começam a aparecer no céu. Veja o que observar no céu de setembro

    Mudanças astronômicas: setembro marca o final do inverno no Hemisfério Sul, com dias mais longos e mudanças nas constelações visíveis;

    Fases da Lua: o mês terá Quarto Minguante em 4 de setembro, Lua Nova em 11 de setembro, Quarto Crescente em 18 de setembro e Lua Cheia em 26 de setembro;

    Eventos planetários: no dia 14, Vênus ficará sob a Lua Crescente e, em 26 de setembro, inicia-se o período de melhor observação de Netuno com telescópio.

    O mês de setembro marca o final do inverno no Hemisfério Sul. Os dias se tornam mais longos e as noites, mais curtas, transformando também as constelações visíveis no céu.

    As constelações de verão, como Touro, Órion e Cão Maior já devem começar a aparecer durante a madrugada, enquando as estrelas de inverno, como Escorpião e Sagitário, continuam visíveis no começo da noite.

    No meio do mês, por volta do dia 14, será possível ver Vênus “debaixo” da Lua Crescente. O fenômenoterá seu auge no fim da tarde e deve continuar visível até as 20h.

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  • Ilha misteriosa coberta de árvores surge à deriva em lago no Canadá

    Ilha misteriosa coberta de árvores surge à deriva em lago no Canadá

    Ilha misteriosa coberta de árvores surge à deriva em lago no Canadá

    Ilha misteriosa coberta de árvores surge à deriva em lago no Canadá

    Morador canadense registra ilha misteriosa flutuante no Lago Williston, que surge e desaparece das imagens de satélite

    Ilha flutuante: uma estrutura com vegetação foi avistada à deriva no Lago Williston, no Canadá;

    Verificação técnica: a empresa BC Hydro confirmou a existência da ilha por meio de imagens de satélite registradas em 21 de julho de 2026;

    Explicação da causa: a companhia sugere que níveis elevados de água podem ter desprendido material acumulado na costa;

    Segurança local: a estrutura pode representar risco a navegadores e pescadores por não estar sinalizada.

    Uma ilha misteriosa, flutuante, cheia de árvores verdes e com aparência saudável foi vista à deriva no Lago Williston, na Colúmbia Britânica, no Canadá. Ela foi avistada por um morador e navegante da região, que disse nunca ter visto nada parecido anteriormente.

    O canadense Rocky Avery fez registros da ilha e compartilhou o vídeo em suas redes sociais. Segundo ele, ela se parece mais com uma espécie de jangada com árvores, galhos e outras plantas.

    Para chamar a atenção da BC Hydro, empresa de energia que faz a gestão do reservatório, em relação à ilha, o morador deu entrevista à emissora pública canadense CBC, relatando o achado e alertando também sobre a possibilidade de a estrutura seguir em direção à barragem W.A.C. Bennett.

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  • Canto do galo vai além do despertador e serve para marcar dominância

    Canto do galo vai além do despertador e serve para marcar dominância

    Canto do galo vai além do despertador e serve para marcar dominância

    Canto do galo vai além do despertador e serve para marcar dominância

    Uma das principais funções do canto do galo é a comunicação do animal com os outros ao seu redor, especialmente concorrentes

    Funções do canto: a vocalização do galo serve para marcar território, sinalizar presença e atrair fêmeas;

    Hierarquia social: o comportamento é influenciado pela organização social, sendo que galos dominantes costumam cantar com mais frequência;

    Ritmo biológico: o canto matinal é um comportamento antecipatório regulado por ritmos circadianos, que funcionam independentemente da luz imediata.

    Na cidade, ele é pouco ouvido, mas, para quem vive no campo, acordar com o canto do galo é uma situação comum. No entanto, quem pensa que o “cocoricó” serve apenas como um despertador natural está enganado. Uma das principais funções do canto é a comunicação do animal com os outros ao seu redor.

    “O canto serve para marcar território em relação aos outros galos e também sinalizar presença para as galinhas. É o instinto que o animal tem para dizer que é o dono do pedaço. Existe uma hierarquia muito bem estabelecida, e quanto mais galos estão juntos, geralmente o galo dominante canta mais do que os abaixo na hierarquia”, conta o biólogo Adriel Paloschi, criador de galinhas ornamentais na cidade de Botuverá, em Santa Catarina.

    Quando o assunto é reprodução, o canto é como a credencial do galo para conquistar sua amada. “Características do som podem fornecer informações sobre o indivíduo para outros animais”, diz a médica veterinária Kássia Vieira, professora da Universidade Católica de Brasília (UCB).

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