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  • El Niño pode causar inundações e deslizamentos em zonas costeiras

    El Niño pode causar inundações e deslizamentos em zonas costeiras

    El Niño pode causar inundações e deslizamentos em zonas costeiras

    El Niño pode causar inundações e deslizamentos em zonas costeiras

    A costa brasileira é uma região altamente urbanizada, cheia de grandes centros urbanos, e pode ser atingida fortemente pelo El Niño

    A cada dois a sete anos, acontece o El Niño, um fenômeno climático que eleva a temperatura da superfície do mar no Oceano Pacífico Equatorial. O calor na região pode enfraquecer ou inverter a orientação dos ventos alísios e atrapalhar os padrões climáticos globais.

    Em 2026, espera-se um “super El Niño”, um fenômeno climático mais extremo do que em anos anteriores. Estimativas do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF, na sigla em inglês) avaliam que há chances de ele ser o mais forte já registrado. O grande risco são os eventos climáticos extremos, como chuvas ou secas mais intensas.

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    Brasil Sob influência do El Niño, Guaíba pode ultrapassar cota de alerta

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    O pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (INPO) Marcus Polette afirma que os eventos climáticos provocados pelo El Niño trarão riscos de inundações, deslizamentos e enxurradas a todas as zonas costeiras brasileiras.

    “O El Niño modifica a circulação atmosférica e oceânica em escala global, alterando o regime de chuvas, as temperaturas e a frequência de eventos extremos. Em um cenário de mudanças climáticas, esses efeitos tendem a ser potencializados, tornando as cidades e os ecossistemas costeiros ainda mais expostos a secas, enchentes, tempestades, ondas de calor, erosão costeira e outros impactos ambientais e socioeconômicos”, explica Polette, que também é professor da Universidade do Vale do Itajaí (Univali).

    O risco se dá especialmente pela vulnerabilidade dessas regiões a pequenas alterações nas condições climáticas. Mudanças mínimas podem causar impactos significativos nos ecossistemas, nas cidades e nas atividades econômicas.

    “No Brasil, a importância das zonas costeiras é ainda maior. Trata-se de uma região altamente urbanizada, onde se localizam grandes centros urbanos, importantes complexos portuários, polos turísticos, áreas industriais, pesqueiras e ecossistemas estratégicos, como manguezais, restingas, dunas, estuários e recifes de corais”, ressalta o pesquisador.

  • Fungo “zumbi” é encontrado se abrigando em plantas na Amazônia

    Fungo “zumbi” é encontrado se abrigando em plantas na Amazônia

    Fungo “zumbi” é encontrado se abrigando em plantas na Amazônia

    Fungo “zumbi” é encontrado se abrigando em plantas na Amazônia

    Os fungos “zumbi” infectam seus hospedeiros e alteram o comportamento deles até levá-los à morte, mas isso não ocorre com as plantas

    Ao analisar musgos coletados na Reserva Florestal Adolpho Ducke, em Manaus, pesquisadores descobriram a presença de Ophiocordyceps sp. neles, um exemplar de fungo “zumbi”. Normalmente, esses exemplares são encontrados em animais, como formigas e aranhas, por isso o achado em plantas surpreendeu os cientistas.

    Os fungos “zumbi” são conhecidos por infectarem seus hospedeiros e alterarem o comportamento deles até levá-los à morte. No caso das plantas, porém, não foi encontrado um mecanismo semelhante: o fungo parecia estar apenas se abrigando nos musgos.

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    Ciência Mapa inédito: rede de fungos da Terra cobriria 10% da Via Láctea. Veja

    Mapa inédito: rede de fungos da Terra cobriria 10% da Via Láctea. Veja

    O achado, liderado por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), teve os resultados publicados na revista IMA Fungus em meados de julho.

    “Sempre consideramos esse fungo um parasita exclusivo de insetos, especialmente daqueles que ele manipula. O que nossos dados sugerem é que a história é muito mais ampla: o mesmo fungo parece ser onipresente nas comunidades de musgos ao redor”, afirma o autor principal do estudo, Tales Alves Jr., em comunicado.

    Ainda segundo Alves, os resultados demonstram que há uma ligação mais estreita entre os ciclos de vida das plantas e dos fungos que manipulam o comportamento de formigas amazônicas.

  • Plataforma colaborativa reúne dados sobre a fauna e flora brasileira

    Plataforma colaborativa reúne dados sobre a fauna e flora brasileira

    Plataforma colaborativa reúne dados sobre a fauna e flora brasileira

    Plataforma colaborativa reúne dados sobre a fauna e flora brasileira

    O SiBBr ajuda na prevenção ambiental e na preservação de áreas de proteção, além de subsidiar políticas públicas voltadas à biodiversidade

    O Brasil é um dos países com a maior biodiversidade do mundo — Mata Atlântica, Amazônia, Cerrado, Caatinga, Pantanal e Pampa são recheados de fauna e flora únicas. Para catalogar as espécies, o governo conta com a ajuda da população.

    Abastecida por centros de pesquisa, museus, coleções biológicas e iniciativas de ciência cidadã, o Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira (SiBBr) junta dados sobre animais e plantas para subsidiar tanto a formulação de políticas públicas voltadas para a conservação quanto o avanço de pesquisas científicas em diversas áreas.

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    Ciência Neblina amazônica faz importante ligação entre clima e biodiversidade

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    Brasil IBGE lança mapa-múndi com Brasil no centro e foco na biodiversidade

    IBGE lança mapa-múndi com Brasil no centro e foco na biodiversidade

    Até hoje, 187.955 espécies foram catalogadas entre 43.819.852 registros. Fazem parte da lista unidades observadas, preservadas, amostras de material e até espécimes vivos. As espécies são divididas entre plantas, fauna, micróbios e insetos.

    Segundo Cláudia Czarneski, coordenadora-geral de ecossistemas e biodiversidade da Secretaria de Políticas e Programas Estratégicos (Seppe) do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio da ferramenta, pesquisadores, gestores públicos e sociedade acessam gratuitamente dados consolidados sobre a biodiversidade nacional.

    “A plataforma serve como uma infraestrutura estratégica para o conhecimento e a soberania dos dados ambientais do Brasil. Além disso, ela conecta o país às principais redes mundiais do setor, como a Infraestrutura Global de Informação sobre Biodiversidade (GBIF) e o Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Oceânica (OBIS)”, explica.

    Viu uma espécie diferente e quer mandar o registro para a base de dados? O caminho é simples: basta registrar imagens, sons e a maior quantidade de informações possível sobre a espécie no iNaturalist, uma rede social para compartilhamento de observações sobre animais, insetos, plantas e micróbios.

    “Após a devida revisão e atenção à qualidade desses dados, como, por exemplo, a identificação do organismo, localidade correta de registro e datas, é possível que as informações ajudem a prever impactos ambientais advindos de projetos de infraestrutura, avaliem impactos de mudanças climáticas, além de prever a distribuição de animais invasores e o declínio de distribuição de espécies”, explica o biólogo Reuber Brandão, professor do departamento de Engenharia Florestal da Universidade de Brasília e membro da Rede Biota Cerrado (CNPq).

  • Vale da estranheza: conceito desafia a empatia e perturba o cérebro

    Vale da estranheza: conceito desafia a empatia e perturba o cérebro

    Vale da estranheza: conceito desafia a empatia e perturba o cérebro

    Vale da estranheza: conceito desafia a empatia e perturba o cérebro

    Conceito proposto em 1970 sugere que animações ou robôs muito semelhantes aos humanos podem causar empatia ou repulsa e atrapalhar o cérebro

    Em 1970, o engenheiro de robótica japonês Masahiro Mori propôs um conceito chamado vale da estranheza: quando um personagem de animação ou um robô tem características semelhantes às de um humano (como a forma de andar, o número de dedos e alguns detalhes no rosto), mas claramente não é um de nós, tendemos a ter mais empatia por ele. No entanto, a partir do momento em que essa semelhança passa a ser “perfeita demais”, porém com alguns defeitos artificiais, o comum é sentir estranhamento e até repulsa.

    A ideia de Mori ainda é uma hipótese e nunca foi de fato comprovada cientificamente. No entanto, até os dias atuais, ela norteia a forma como as maiores produtoras de filmes criam suas obras.

    “Quando assistimos a filmes de estúdios como Disney e Pixar, normalmente conseguimos criar uma empatia muito grande com os personagens justamente porque eles não tentam reproduzir um ser humano de forma absolutamente realista”, explica o neurocientista Leandro Freitas Oliveira, professor da Universidade Católica de Brasília (UCB).

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    Saúde Substância presente no tomate pode proteger o cérebro, sugere estudo

    Substância presente no tomate pode proteger o cérebro, sugere estudo

    Especialistas ouvidos pelo Metrópoles apontam que ainda não há uma explicação definitiva sobre o que realmente causa as reações explicadas pelo vale da estranheza. No entanto, uma das hipóteses mais fundamentadas envolve o cérebro humano.

    “Nosso cérebro é altamente especializado em reconhecer rostos, expressões faciais e movimentos humanos. Fazemos isso de forma automática o tempo todo. Quando encontramos um personagem que parece humano, esperamos que todos esses sinais sejam coerentes; se há alguma discrepância, isso gera a sensação de que algo está errado”, afirma a psicóloga Flavia Marsola, do Hospital Brasília Águas Claras.

    Atributos como olhos que não acompanham a expressão, o sorriso mecânico ou movimentos pouco naturais são responsáveis por causar inconsistências ao cérebro. Quando vemos expressões ou movimentos que não correspondem ao que esperamos, há um conflito entre o que o órgão previu e o que ele está vendo.

  • “Misturinha” para acender fogão à lenha é substância usada em guerras

    “Misturinha” para acender fogão à lenha é substância usada em guerras

    "Misturinha" para acender fogão à lenha é substância usada em guerras

    "Misturinha" para acender fogão à lenha é substância usada em guerras

    Nas redes, é fácil achar receitas para criar um fogo forte que não se apaga com facilidade: a mistura é Napalm, substância usada em guerras

    Na Guerra do Vietnã, o Napalm foi usado para eliminar florestas, destruir abrigos e matar, em massa, combatentes e civis. O combustível, misturado com um espessante, cria um fogo que demora a se apagar — na guerra, causou queimaduras irreversíveis e mortes trágicas. Hoje, porém, é fácil encontrar vídeos ensinando a fazer a substância misturando sabonete e gasolina para acender fogão à lenha e churrasqueiras.

    “A mistura forma um material viscoso, que adere bem às superfícies, como uma graxa, uma pasta. Portanto, passa a ser um material mais eficiente para produzir incêndios em grande escala, como em lança chamas e ou bombas incendiárias utilizados em guerras”, explica Wilson Botter, 2° vice-presidente do Conselho Federal de Química.

    Botter ensina que misturar sabonete com gasolina une moléculas com cadeias carbônicas longas, criando uma substância viscosa e inflamável que, se fica localizada, consegue queimar por muito tempo, até o combustível acabar.

    “Água pode ser um bom extintor de incêndio, mas quando o material é um óleo, parafina, gasolina, atirar água aumenta a área do incêndio – fonte de muitos acidentes caseiros”, explica o químico.

    Botter alerta que acender churrasqueira ou fogão com gasolina e “misturinhas” apresenta um grande risco. “Como a gasolina vaporiza com facilidade, entre o tempo de colocar o combustível, afastar o frasco da churrasqueira e iniciar a chama com um fósforo, ocorre a produção de um vapor de gasolina altamente explosivo”, afirma.

    O Napalm foi inventado em 1942 na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. A substância viscosa foi usada pela primeira vez em agosto do ano seguinte na Sicília, quando um campo de trigo foi incinerado para revelar tropas escondidas.

    “Ele foi usado também na Guerra da Coreia e na Guerra do Vietnã, contra guerrilheiros do Vietcong. A imagem do incidente de Trang Ban, em 1972, em que crianças apareciam queimadas, reverberou no mundo todo. Uma imagem grotesca. Para muitos, foi a primeira vez que escutavam falar em Napalm”, explica o professor de História Bruno Carvalho, da Universidade de Brasília (UnB).

    Ele conta que os efeitos do Napalm em humanos são bem documentados. A gasolina gruda nas pessoas enquanto queima e, quando não mata, causa queimaduras graves, de terceiro e quarto graus, e sequelas como desfigurações. O professor diz que vítimas da Guerra do Vietnã mencionaram a sensação de serem cozinhadas até a morte.

    Apesar o perigo do Napalm, a substância nunca foi proibida. O Protocolo III da Convenção sobre Certas Armas Convencionais proibiu o uso para atacar civis, e ele não pode ser usado como arma incendiária por via aérea contra objetivos militares em áreas com concentração de civis.

    “Também não pode ser usado para incendiar florestas ou vegetação. Contudo, não existe ainda uma proibição legal em conflitos armados. O Napalm pode ser usado contra combatentes. Tanto que, mesmo após o Vietnã, ele continuou sendo utilizado em guerras coloniais e conflitos no Oriente Médio”, ensina Carvalho.

    Para ficar por dentro de tudo sobre ciência e nutrição, veja todas as reportagens de Saúde.

  • Descoberto há 130 anos, raio-X continua revolucionando a medicina

    Descoberto há 130 anos, raio-X continua revolucionando a medicina

    Descoberto há 130 anos, raio-X continua revolucionando a medicina

    Descoberto há 130 anos, raio-X continua revolucionando a medicina

    Avanços tecnológicos no raio-X reduziram a radiação, aceleraram os exames e abriram caminho para tratamentos minimamente invasivos

    O raio-X faz parte da rotina da medicina há mais de um século. Presente de pronto-socorros a centros especializados, ele continua sendo um dos exames mais utilizados para identificar fraturas, doenças pulmonares e uma série de outras condições. Desde sua descoberta, porém, a tecnologia passou por uma transformação que vai muito além de produzir imagens mais nítidas.

    Ao longo das décadas, os equipamentos ficaram mais rápidos, seguros e precisos, abriram caminho para exames como a tomografia computadorizada e hoje permitem que médicos realizem procedimentos complexos por pequenas punções na pele, guiados por imagens em tempo real.

    Se no passado a máquina era gigantesca, hoje é portátil para ser transportada a locais de difícil acesso, funciona à bateria e já foi até dar uma voltinha na órbita da Terra.

    Tudo começou em 8 de novembro de 1895, quando o físico alemão Wilhelm Conrad Röntgen percebeu, por acaso, que uma tela fluorescente brilhava mesmo estando a alguns metros de um tubo de Crookes (tubo de vidro cheio de gás rarefeito e com um eletrodo negativo) coberto por papelão preto.

    O fenômeno revelou a existência de um tipo de radiação até então desconhecido, que recebeu o nome de raios X.

    Os primeiros aparelhos eram muito diferentes dos atuais. As imagens eram registradas em placas fotográficas de vidro, os tubos funcionavam de forma instável e os exames podiam levar de 15 a 90 minutos. A famosa radiografia da mão de Anna Bertha, esposa de Röntgen, por exemplo, exigiu cerca de 20 minutos de exposição.

    “No início, praticamente toda a radiação era absorvida pela pele sem contribuir para a formação da imagem. Além disso, a radiografia era apenas uma projeção bidimensional, uma sombra das estruturas internas do corpo”, explica Rodrigo Gobbo, diretor do Departamento de Oncologia da Sociedade Brasileira de Radiologia Intervencionista e Cirurgia Endovascular (Sobrice).

    No Brasil, o primeiro exame radiológico foi realizado em 1896, mas pesquisadores ainda não chegaram a um consenso sobre se o teste foi feito antes em São Paulo, Rio de Janeiro, Pará ou Bahia.

    A evolução dos equipamentos acompanhou os avanços da própria medicina. No início do século 20, os chamados tubos de Coolidge passaram a produzir raios-X de forma mais estável, tornando os exames mais padronizados e confiáveis.

    Depois vieram os intensificadores de imagem, que permitiram acompanhar procedimentos em tempo real por meio da fluoroscopia, uma espécie de “raio-X em movimento”. Mais tarde, a radiologia digital substituiu gradualmente os antigos filmes radiográficos, facilitando o armazenamento, o compartilhamento e a análise das imagens no computador.

    A década de 1970 trouxe outra mudança importante com a chegada da tomografia computadorizada. Em vez de gerar apenas uma imagem plana, como ocorre na radiografia convencional, o exame passou a produzir cortes detalhados do corpo, permitindo visualizar órgãos e tecidos com muito mais precisão.

    Poucos anos depois, a ressonância magnética ampliou ainda mais essa capacidade ao oferecer imagens detalhadas de músculos, ligamentos, cérebro e outros tecidos moles sem utilizar radiação ionizante.

    “A qualidade das imagens aumentou de forma extraordinária. Hoje, conseguimos visualizar estruturas muito pequenas, identificar lesões precocemente e reconstruir órgãos inteiros em três dimensões com altíssima definição”, afirma o médico radiologista Lucas Moretti, presidente da Sobrice.

  • Lagarta que ataca soja e milho tem fungos que podem degradar isopor

    Lagarta que ataca soja e milho tem fungos que podem degradar isopor

    Lagarta que ataca soja e milho tem fungos que podem degradar isopor

    Lagarta que ataca soja e milho tem fungos que podem degradar isopor

    Pesquisa brasileira descobriu que fungos presentes no intestino da lagarta-do-algodão são capazes de consumir isopor

    Pesquisadores descobriram uma fonte inusitada para ajudar a resolver a crise de poluição por plásticos. Uma lagarta conhecida por atacar de forma agressiva plantações de soja, algodão e milho tem fungos capazes de degradar isopor.

    A lagarta Helicoverpa armigera é conhecida popularmente como lagarta-do-algodão, lagarta-da-espiga-do-milho ou lagarta-da-vagem. A espécie tem quatro fungos no intestino que têm potencial para digerir o poliestireno expandido — o estudo mostrou que colônias se multiplicaram comendo o isopor, mas ainda falta entender se o material realmente desaparece ou é diminuído a um nanoplástico.

    A pesquisa foi publicada em maio na revista BMC Microbiology e realizada pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e Universidade Estadual Paulista (Unesp).

    Ciência Espécie inédita de aranha que se disfarça de fungo é achada no Equador

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    Ciência Estudo identifica fungo capaz de influenciar a formação da chuva

    Saúde Fungo que preocupa OMS se torna mais letal em pessoas com tuberculose

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    Os insetos foram divididos em três grupos. Um deles foi alimentado com isopor, outro, com uma dieta mista composta 50% por isopor. Por último, um grupo recebeu o alimento tradicional. Em seguida, os quatro fungos foram isolados: Aspergillus sp., Talaromyces sp. e duas espécies de Penicillium.

    Os fungos foram dispostos em uma lâmina de isopor durante 60 dias. Foi observado que eles cresceram, interagiram e mudaram a superfície do material.

    “Se o fungo foi capaz de crescer sobre esse filme, é porque ele usou essa película como fonte de carbono, ou seja, fonte de alimento. Dois deles são mais eficientes (Aspergillus e Talaromyces), enquanto os outros dois realizam modificações mais sutis nos filmes”, explica o biólogo Flavio Henrique Silva, um dos autores do estudo, em entrevista à Agência Fapesp.

  • Nasa divulga time-lapse da superfície de Marte feito pela sonda Psyche

    Nasa divulga time-lapse da superfície de Marte feito pela sonda Psyche

    Nasa divulga time-lapse da superfície de Marte feito pela sonda Psyche

    Nasa divulga time-lapse da superfície de Marte feito pela sonda Psyche

    O objetivo principal da sonda Psyche é chegar ao asteroide de mesmo nome, mas, para seguir viagem, o veículo precisou passar por Marte

    Apesar de ter como objetivo principal estudar o asteroide Psyche, a sonda “xará” sobrevoou Marte primeiro antes de chegar ao destino final. A passagem realizada em meados de maio rendeu imagens inéditas da superfície marciana, que foram usadas pela Nasa para fazer um vídeo em time-lapse. O registro feito pela agência norte-americana foi divulgado em 17 de julho.

    A sonda, que chegou a ficar a 4.609 km da superfície de Marte, registrou, por meio de um instrumento multiespectral com duas câmeras, crateras esculpidas pelo vento, a calota polar sul e a grande cratera Huygens, todas localizadas em solo marciano.

    A passagem por Marte foi providencial para a chegada ao asteroide, pois ele está localizado no cinturão principal de asteroides entre o planeta vermelho e Júpiter. Além disso, a Psyche utilizou o impulso gravitacional marciano para ajustar o plano orbital do veículo em direção ao objeto alvo.

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    Ciência Maven: Nasa se despede de sonda que revolucionou estudos sobre Marte

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    Mundo SpaceX lança foguete Starship, projetado para missões à Lua e a Marte

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    Antes e durante a aproximação, o sobrevoo ao planeta serviu como “ensaio” para os instrumentos da sonda, que foram ligados para serem calibrados e verem se estavam funcionando como o esperado. Sensores de imagem, magnetômetros e espectrômetro de raios gama e nêutrons estavam ativos, o que gerou alguns registros e dados sobre o funcionamento do veículo.

    “O instrumento teve um desempenho brilhante, proporcionando algumas imagens raramente vistas do planeta vermelho. Além da óbvia beleza das fotos, também conseguimos testar completamente sua calibração e sensibilidade à luz difusa, incluindo a detecção das luas marcianas a uma grande distância, como parte de um treinamento para a busca por satélites que usaremos no asteroide Psyche para procurar quaisquer luas menores por lá”, afirma o líder da equipe do instrumento de imagem Psyche na Universidade Estadual do Arizona, Jim Bell, em comunicado.

  • Mariposas usam as asas para sentir o cheiro de suas plantas preferidas

    Mariposas usam as asas para sentir o cheiro de suas plantas preferidas

    Mariposas usam as asas para sentir o cheiro de suas plantas preferidas

    Mariposas usam as asas para sentir o cheiro de suas plantas preferidas

    As asas das mariposas conseguem detectar cheiros de duas aminas fedorentas presentes nas plantas preferidas delas para depositar ovos

    Ao investigar as capacidades das asas de uma espécie de mariposa, pesquisadores descobriram que a região ajuda no olfato do inseto. Já havia uma suspeita de que o atributo estivesse presente nas estruturas, porém a confirmação veio somente após análises da superfície das asas e a medição dos sinais elétricos produzidos por elas.

    A descoberta veio por meio de uma investigação realizada na mariposa-falcão-do-tabaco (Manduca sexta). O estudo liderado pelo Instituto Max Planck de Ecologia Química, na Alemanha, foi publicado no Journal of Experimental Biology nesta segunda-feira (27/7).

    Ciência E. oxum: novas mariposas descobertas são batizadas com nomes de orixás

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    São Paulo Pesquisador da Unesp desvenda mistério de inseto barbeiro na Europa

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    Ciência Estudo estima que existem 20 milhões de espécies de insetos no mundo

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    Vida & Estilo Pesquisa de universidade em Portugal mostra que, além de saudáveis, insetos podem ser gostosos

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    Segundo os autores, recentemente descobriu-se que a espécie tem proteínas receptoras em suas asas capazes de detectar diferentes cheiros e sabores. À procura de estruturas que comprovassem a habilidade, os pesquisadores cortaram as bordas das asas de exemplares e encontraram, por meio de microscópio eletrônico, um tipo de pelo menor e com poros, semelhante aos sensores de olfato achados nas antenas dos insetos.

    Em seguida, foi coletado o RNA mensageiro (mRNA) das asas das mariposas – é ele que codifica as proteínas capazes de reconhecer os odores específicos. Ao investigá-lo minuciosamente, foram descobertos 33 receptores de paladar e olfato, sendo que 15 deles eram produzidos na borda da asa, local onde ficavam os pelos menores e porosos sensíveis ao odor.

    Ao comparar as proteínas receptoras da asa com odores que elas detectam em outros insetos, descobriu-se que as asas da mariposa detectam sabores amargos e aminas, um composto químico de cheiro forte parecido com peixe podre.

  • Quer ser cientista? Carreira exige curiosidade, paciência e parceria

    Quer ser cientista? Carreira exige curiosidade, paciência e parceria

    Quer ser cientista? Carreira exige curiosidade, paciência e parceria

    Quer ser cientista? Carreira exige curiosidade, paciência e parceria

    Pesquisadores explicam como é a formação de um cientista, quais habilidades fazem diferença e os desafios de quem escolhe essa profissão

    Descobertas que levam a novos medicamentos, tecnologias, vacinas e soluções para problemas da sociedade começam muito antes dos resultados chegarem ao público. Por trás desse trabalho está a carreira científica, construída ao longo de anos de formação, pesquisa e colaboração.

    Segundo o pesquisador Roger Borges, professor de Engenharia Biomédica do Ensino Einstein, a formação costuma começar ainda na graduação, com a iniciação científica.

    “Nessa etapa, o estudante aprende o método científico, a escrita científica e participa do desenvolvimento de um projeto. Nem toda pesquisa acontece em laboratório. Ela também pode ser computacional ou teórica”, explica.

    Depois da graduação, o pesquisador pode seguir para o mestrado, doutorado e, posteriormente, para o pós-doutorado. Ao longo desse percurso, cresce também o nível de responsabilidade e de autonomia na produção de conhecimento.

    Borges explica que o mestrado certifica que o profissional domina o método científico, enquanto o doutorado demonstra a capacidade de produzir conhecimento inédito e contribuir com novas descobertas para a ciência.

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