El Niño pode causar inundações e deslizamentos em zonas costeiras

El Niño pode causar inundações e deslizamentos em zonas costeiras

El Niño pode causar inundações e deslizamentos em zonas costeiras

A costa brasileira é uma região altamente urbanizada, cheia de grandes centros urbanos, e pode ser atingida fortemente pelo El Niño

A cada dois a sete anos, acontece o El Niño, um fenômeno climático que eleva a temperatura da superfície do mar no Oceano Pacífico Equatorial. O calor na região pode enfraquecer ou inverter a orientação dos ventos alísios e atrapalhar os padrões climáticos globais.

Em 2026, espera-se um “super El Niño”, um fenômeno climático mais extremo do que em anos anteriores. Estimativas do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF, na sigla em inglês) avaliam que há chances de ele ser o mais forte já registrado. O grande risco são os eventos climáticos extremos, como chuvas ou secas mais intensas.

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O pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (INPO) Marcus Polette afirma que os eventos climáticos provocados pelo El Niño trarão riscos de inundações, deslizamentos e enxurradas a todas as zonas costeiras brasileiras.

“O El Niño modifica a circulação atmosférica e oceânica em escala global, alterando o regime de chuvas, as temperaturas e a frequência de eventos extremos. Em um cenário de mudanças climáticas, esses efeitos tendem a ser potencializados, tornando as cidades e os ecossistemas costeiros ainda mais expostos a secas, enchentes, tempestades, ondas de calor, erosão costeira e outros impactos ambientais e socioeconômicos”, explica Polette, que também é professor da Universidade do Vale do Itajaí (Univali).

O risco se dá especialmente pela vulnerabilidade dessas regiões a pequenas alterações nas condições climáticas. Mudanças mínimas podem causar impactos significativos nos ecossistemas, nas cidades e nas atividades econômicas.

“No Brasil, a importância das zonas costeiras é ainda maior. Trata-se de uma região altamente urbanizada, onde se localizam grandes centros urbanos, importantes complexos portuários, polos turísticos, áreas industriais, pesqueiras e ecossistemas estratégicos, como manguezais, restingas, dunas, estuários e recifes de corais”, ressalta o pesquisador.

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