Concha de caracol pode guardar pistas de ciclones e chuvas do passado
Estudo mostra que mudanças químicas e no crescimento da concha dos caracóis registraram chuvas intensas associadas a ciclones na Austrália
Estudo científico: pesquisadores utilizaram a concha de um caracol da espécie Figuladra bayensis para investigar condições climáticas passadas na Austrália;
Análise da concha: o exemplar, coletado em 2018 no estado de Queensland, registrou em sua estrutura variações de isótopos associadas a chuvas extremas causadas pelos ciclones Marcia e Debbie;
Perspectivas futuras: o uso da técnica em conchas antigas pode auxiliar a reconstruir eventos climáticos históricos, embora a eficácia ainda dependa de confirmação.
A concha que um caracol carrega durante toda a vida pode funcionar como um arquivo das condições ambientais enfrentadas pelo animal. Ao analisar pequenas porções de um exemplar, cientistas encontraram sinais relacionados a chuvas extremas provocadas por ciclones que atingiram a Austrália.
O estudo, publicado em 28 de agosto na revista científica The Holocene, analisou a concha de um caracol terrestre da espécie Figuladra bayensis, conhecido como Biggenden Banded Snail, encontrado no Parque Nacional Coalstoun Lakes, no estado de Queensland.
O animal havia morrido recentemente quando foi coletado, em 2018. A partir da datação por radiocarbono, os pesquisadores estimaram que ele viveu cerca de quatro anos e meio e descobriram que a concha não cresceu em ritmo constante. Períodos de desenvolvimento acelerado apareceram justamente após episódios de chuva extrema.
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