Cientistas derretem diamante para entender interior de outros planetas
Experimento submeteu o diamante a uma pressão extrema e descobriu que sua estrutura resiste até o início da fusão
Resistência do diamante: a estrutura cristalina do material permaneceu presente sob pressão próxima de um terapascal;
Ausência de fase BC8: pesquisadores do Laboratório Nacional Lawrence Livermore não encontraram a transformação esperada em estudos teóricos;
Processo de fusão: o derretimento ocorreu perto de 7.300 K, cerca de 7.027 °C, com queda leve da temperatura conforme a pressão aumentava;
Publicação científica: o estudo foi publicado em 13 de agosto na revista Nature Physics.
Cientistas conseguiram acompanhar o derretimento de diamantes submetidos a condições extremas e encontraram um resultado inesperado: mesmo sob uma pressão próxima de um terapascal (TPa), a estrutura cristalina característica do material permaneceu presente até o início da fusão.
A descoberta contraria previsões de que, sob tamanha pressão, o carbono deveria assumir antes outra estrutura cristalina, chamada BC8. O estudo, liderado por físicos do Laboratório Nacional Lawrence Livermore (LLNL), nos Estados Unidos, foi publicado em 13 de agosto na revista Nature Physics.
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