Para se disfarçar, chocos conseguem mudar até a textura da própria pele
Mecanismo biomecânico permite que moluscos alterem a textura corporal para se camuflarem no fundo marinho em segundos
Capacidade de camuflagem: chocos alteram a textura da pele criando relevos tridimensionais que imitam rochas, corais e areia;
Mecanismo biológico: a transformação ocorre em até 2 segundos através de papilas cutâneas controladas pelo sistema nervoso central;
Eficiência energética: o animal mantém as papilas erguidas por longos períodos com baixo consumo de energia por meio de um mecanismo de sustentação muscular contínua.
Os chocos ou sépias, moluscos marinhos conhecidos por sua habilidade de camuflagem, vão muito além de simples alterações de cor para se esconderem no oceano. Eles possuem a capacidade biomecânica de alterar a textura física da pele, criando relevos tridimensionais que imitam perfeitamente rochas, corais e areia.
A transformação ocorre em questão de segundos e combina a ação de pigmentos visuais com estruturas musculares especializadas conhecidas como papilas cutâneas. No processo, não há necessidade de um esqueleto rígido ou da expansão de fluidos.
“O funcionamento é descrito como uma espécie de hidrostato muscular. Portanto, essa rugosidade que se vê é real. Elas surgem de saliências que alteram o contorno e as sombras da superfície corporal”, explica o pesquisador do Laboratório de Ecologia e Evolução Molecular da Universidade Federal Fluminense (UFF), Rodolfo Leandro.
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